(Re)imaginar o espaço e a forma de trabalhar

Modern Work(place) – como criar um ambiente produtivo, colaborativo e criativo

O ano de 2020 foi de mudança, adaptação e integração de novas tecnologias para muitas organizações, que aceleraram a inovação em várias áreas tecnológicas como resposta ao contexto da pandemia. Este início de 2021 fazem antever um novo e longo ano de constante adaptação, quer para as empresas vanguardistas, quer para as mais atrasadas neste processo de transformação digital. 

De facto, muito há ainda por fazer na disponibilização das ferramentas electrónicas, na capacitação das pessoas e na promoção das melhores práticas de utilização. Com o trabalho remoto e o distanciamento físico cada vez mais presente, ganham maior relevância as plataformas que potenciam o sentido de grupo e pertença, melhorando a comunicação interna (desde a institucional à informal), e elevando a novos patamares a colaboração entre e intra equipas. 

É neste contexto que as tradicionais intranets são substituídas por novos modern workplaces, que combinam a comunicação formal com a componente social, trazendo ainda à equação as numerosas ferramentas de colaboração (como por exemplo: co-criação directa em processamento de texto, folhas de cálculo, apresentações, organização de projectos, gestão de tarefas, notas partilhadas, dashboards dinâmicos, quadros-brancos, correio, agenda, conversação e videochamadas, entre outras). 

Considerando que temos tendencialmente cada vez mais frentes activas, e cada vez mais ferramentas disponíveis, é muito importante que estes modern workplaces funcionem como a ‘cola’ desta rede de múltiplos contextos, dando-lhes não só visibilidade como também estrutura e organização. Por exemplo, podem aqui ser disponibilizados quadros-resumo das diversas frentes de trabalho (projectos, iniciativas, grupos, clientes, etc.), personalizados a cada colaborador. 

Adicionalmente, podem – e devem – ser disponibilizados e visíveis no seio da organização um conjunto de conteúdos que permitam contextualizar as iniciativas internas, num clima de envolvimento e transparência, fomentando a comunicação e a partilha em torno do propósito da própria organização. São disso exemplo os seguintes casos de uso: 

Há, portanto, um vasto leque de oportunidades para alavancar a cultura organizacional e a inteligência colectiva, fomentando a diversidade, a participação e a inclusão de todos num ambiente empresarial mais apelativo e colaborativo, independentemente das funções e experiência de cada colaborador.

Se 2020 se revelou um ano inesperado, que exigiu de todos nós mudança e adaptação a novas formas de trabalhar, 2021 deverá ser o ano para prosseguir e acelerar este caminho de inovação. Procure conhecer casos de empresas mais avançadas neste processo de transição digital, inspire-se e arregace as mangas.


Publicado originalmente no Dinheiro Vivo em 30 de Novembro de 2020.